O Pe. António Vieira é uma referência da humanidade. Polifacetado e desconcertante, foi missionário, político, diplomata, orador e intelectual, num século conturbado e inquietante. Quatrocentos anos depois renasce das cinzas e assume-se com figura central da portugalidade.

Homem de fé

“Nenhuma cousa quero senão acertar com a vontade de Deus, pelos meios que ele deixou neste mundo para a conhecermos”, Carta ao P. André Fernandes, 1654, Maranhão.

Diplomata

Nas suas missões pela Europa fora negociou a compra de Pernambuco aos Holandeses, angariou financiamentos para a guerra contra Castela e para as Companhias Comerciais do Ocidente e do Oriente, comprou munições e recrutou mercenários.

Economista

Perante a extrema debilidade das economia e finanças nacionais, defendeu acerrimamente o mercantilismo como forma de manutenção da independência nacional; propôs o pagamento de impostos por todas as classes (clero, nobreza e povo) e a isenção dos mesmos para todos os que investissem nas Companhias Comerciais.

 

Há 350 anos Atravessou 7 vezes o Atlântico, percorreu milhares de quilómetros no Brasil, incluindo na Amazónia, tendo os indígenas, cujas línguas aprendeu, apelidando-o de “Paiaçu” (Pai grande).

 

Aprendeu com o inimigo: “Os Holandeses têm a sua indústria, o seu cuidado, a sua cobiça, o seu amor entre si e ao bem comum; nós temos a nossa desunião, a nossa inveja, a nossa presunção, o nosso descuido e a nossa perpétua atenção ao particular.”, “O Papel Forte”, 1648.

 

Apesar de enormes oposições e fracassos nunca desistiu; foi sempre enérgico, empenhado, inventivo, combativo, polémico e brilhante. Persistente até ao fim.

 

Biografia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Vieira